quarta-feira, 6 de junho de 2007

O preço justo...

Nos próximos meses teremos o início de alguns dos mais tradicionais festivais de quilting e patchwork no Brasil. Alguns expositores, alguns patrocinadores, instrutores conhecidos (devem ser) e uma pergunta que fica no ar. Qual será o preço justo de uma aula no setor? Não digo de uma aula com técnicas, mas uma aula para que a pessoa possa ter contato in loco com o patchwork, esquivando-se das revistas publicadas no Brasil nas bancas (de qualidade duvidável) e dos altos preços de uma aula em qualquer loja.
No Orkut, na Comunidade PPA, existe uma enquete onde a pergunta feita é sobre os festivais de patchwork no Brasil, o que mais "ataravanca" os festivais para que os mesmos tornem-se conhecidos e frequentados. Uma das respostas disparadas é o custo das aulas e dos materiais. Infelizmente o patchwork é feito por uma camada elitizada, onde paga-se muito caro (ainda) em um festival de patchwork por uma aula. Fora os custos de hospedagem e condução, as pessoas ainda tem que enfrentar os valores das aulas. Quem vem de longe vem para fazer várias aulas e não somente uma, É frustrante você vir do Rio Grande do Sul para São Paulo e fazer uma ou duas aulas pelo seu alto custo ou vice e versa, aulas às vezes, que pode-se encontrar em sua cidade natal. A ida a um festival é uma festa, um encontro... cada vez mais difícil para quem não é da elite, ou seja, quem não tem um pouco mais de dinheiro.
A falta de união dos lojistas, professores e patrocinadores que organizam estes festivais também é um contraponto, já que quem sai sempre perdendo são os consumidores. É isto que o setor realmente deseja? Manter uma elite que nunca pergunta o preço quando compra tecido, material ou revista, ou aula? Ou divulgar uma arte tão linda, que somente com linha, agulha, tesoura e alguns tecidos podemos fazer trabalhos dignos de festivais americanos?
Qual seria o preço justo de uma aula em um festival de patchwork? Creio que a maior intenção de um Festival seja a divulgação do Patch em si, todos saem ganhando independente do quanto vai se lucrar com isto, mas se formos pensar somente no lucro ( e como só pensam nisto neste Brasil) infelizmente não sairemos do lugar.
Cacife e tarimba para bancar aulas gratuitas todos os festivais tem, patrocinadores, lojistas e cia.. é só ter força de vontade. Mudando da água para o vinho, a Artesanal que acontece no mês de Julho na mesma semana do Senac terá todos os seus cursos gratuitos, incluindos os materiais,pagando uma entrada de R$ 5,00... são aulas básicas, assim como poderia ser o nosso patch, porque não??? Agora, pagar por uma visitação de lojas somente não dá, mesmo que seja um quilo de alimento não perecível... Outra coisa também é o foco desviado de alguns festivais que convidam e dão destaques a gente que nem faz parte da área, como griffes de alta costura, dando valor e destaque para chamar público (?), qual seria a função destas griffes em um festival de patchwork???
Se tem gente pagando não importa, vamos continuar do jeito que está, não é?... infelizmente escutei isto da boca de um lojista....
Para quem vai aos festivais sejam mais seletivas, sei que tudo é festa, mas não vamos pensar somente nos nossos umbigos. Uma das prioridades do patchwork é a união de retalhos e pessoas, pena que esta premícia esteja muito esquecia nos dias de hoje.